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Fazenda Bom Jardim, um passeio no t…

Fazenda Bom Jardim, um passeio no tempo


Para quem gosta de viajar no tempo e curtir a vida bucólica de uma propriedade do século XIX, a Fazenda Bom Jardim, a 5 km de Goianinha, município situado a 55 km ao sul de Natal, é uma surpresa agradável e ao mesmo tempo proporciona uma viagem histórica e gastronômica.

No momento, a Fazenda Bom Jardim está em recesso e deverá reabrir depois do Carnaval.

O visitante ao chegar na fazenda encontra uma Casa-grande do período colonial brasileiro bem conservada, com mobiliário dos tempos de nossos avós, numa viagem ao túnel do tempo.

Em 1928, o escritor paulista Mário de Andrade visitou a fazenda e ficou encantado, chegando a citá-la em vários de seus livros, como o "Turista Aprendiz".

No alpendre da grande casa construída pelos escravos, a dona Helena, uma senhora simpática, com 87 anos, herdeira da fazenda, dá as boas vindas aos visitantes, turistas brasileiros e estrangeiros.

É ela quem convida os visitantes para saborear um um delicioso café da manhã servido num espaço atrás da Casa-grande, com quitutes dos tempos da vovó.

Também há opções de almoço e lanche com passeio a cavalo na fazenda em visitas marcadas com antecedência.

O serviço de café da manhã e almoço é oferecido para grupos de no mínimo 20 pessoas, com agendamento.

A fazenda também oferece caminhada em uma trilha localizada em área de Mata Atlântica preservada, com 500 hectares, e visitas ao engenho de fabricação das cachaças Maria Boa e Mucambo.

As visitas podem ser agendadas pelo telefone (84) 99461-6614 / 3243-2214/

► Os preços são: café da manhã                             - R$ 30,00

►Almoço (com passeio a cavalo)                             - R$ 55,00
►Café da manhã e almoço (incluso passeio a cavalo)  - R$ 60,00
 
Preços por pessoa e sujeitos à alteração.

Como chegar a fazenda Bom Jardim

Para se chegar a fazenda, partindo de Natal, tem que pegar primeiro a BR-101 até Goianinha. Passando a área urbana, entrar a direita pela rodovia RN para o município de Santo Antônio.

Após rodar uns 4 km pela rodovia estadual, entrar à direita numa rua asfalta e depois de uns 300 metros segue por uma estrada de terra por mais 1 km e se chega na sede da fazenda, situada no lado direito, após passar uma lagoa no lado esquerdo.

A visita a fazenda é agendada para grupos de no mínimo 20 pessoas e nestes dias de grupos são aceitas reservas de pessoas avulsas.

Neste mês de janeiro e fazenda está fechada e retorna a receber grupos depois do Carnaval.

Visitante ilustre

A Casa-grande da fazenda é do século XIX e foi construída por volta de 1850, pelo Coronel Bento de Araújo Lima. Hoje, a casa pertence aos herdeiros de Luiz Gonzaga de Araújo Lima Filho, neto do coronel.

Cercada de jardins com plantas e flores da região, atualmente a casa está sob os cuidados de D. Helena, esposa de Luiz Gonzaga. Ela conserva o mobiliário constituído de belíssimas peças antigas.

A fazenda já recebeu em 1928 a visita do ilustre escritor Mário de Andrade, autor de Macunaíma, que ficou ali hospedado a convite do jornalista e crítico de arte, Antônio Bento, neto do coronel. O escritor estava em viagem de pesquisa musical e etnográfica pelo Nordeste e conheceu no engenho o coquista Francisco Antônio, o Chico Antônio, que encantou o modernista paulista, que fez dele um personagem de vários de seus livros.

No livro "Turista Aprendiz", onde Mario de Andrade relata suas duas viagens pelo Nordeste, o escritor conta como conheceu o coquista Chico  Antônio (1904-1993), o Chico Antônio, que trabalhava como agricultor na propriedade da família do crítico de arte Antônio Bento de Araújo Lima (1902-1988).

Mário de Andrade pesquisava as artes populares no Nordeste e ficou impressionado com as cantorias de emboladas do coquista Chico Antônio, que acabou indo depois para São Paulo a convite do escritor.

O coquista depois do encontro se referia a Antônio Bento como sendo o seu "compadre" protetor e a Mário de Andrade como "um santo", que modificou sua vida e ofereceu a chance de cantar em São Paulo.

A História da Bom Jardim

A história da fazenda Bom Jardim começa no início do século XIX, quando Manoel Pegado adquiriu terras no município de Goianinha, onde instalou um engenho, que recebeu o nome de Arvoredo. Na propriedade foi construída uma bela casa senhorial (casa-grande), ainda existente.

Por volta de 1850, Pegado passou as terras, por herança (dote), às mãos de seu genro, Coronel Antônio Bento de Araújo Lima, que se casou com D. Maria Camila. Com outras áreas adquiridas, a propriedade recebeu a denominação de Engenho Bom Jardim, que perdura até hoje.

Naquela época, a economia da região se baseava em atividade agropecuária, destacando-se o cultivo da cana-de-açúcar e do algodão, bem como, a criação de gado. No início, o engenho era movido à tração animal.

A partir de 1872, foi instalado o sistema a vapor, que produzia açúcar mascavo, aguardente e fino melado. No mesmo período, a fazenda recebeu a indústria de beneficiamento do algodão.
Segundo a família do coronel, os escravos tiveram uma grande participação no desenvolvimento do engenho. Eles trabalhavam na lavoura e na indústria  açucareira.

Os escravos construíram na fazenda um grande açude, ainda existente, e ajudaram também a erguer a casa-grande, um belo exemplar da arquitetura colonial do RN, com suas espessas paredes de taipa. Os tijolos eram produzidos na olária existente na propriedade.

A sede do Engenho Bom Jardim, posteriormente, passou a contar com mais duas casas, erguidas para abrigar um filho (Manoel Otoni) e um neto (Agenor) do coronel Antônio Bento, formando assim, juntamente com o engenho e a casa-grande, um conjunto arquitetônico de três gerações.

Há dois séculos com a mesma família – está na 6ª geração familiar –, a fazenda Bom Jardim não tem mais o engenho. A cana-de-açucar produzida na propriedade é vendida para uma grande usina da região. A olaria foi dinamizada, passando a fabricar e comercializar, também, tijolos e telhas de forma mecanizada.

A família de dona Helena que administra a fazenda hoje se uniu para tornar realidade um projeto de instalar ali o Instituto Cultural Antônio Bento, entidade civil, sem fins lucrativos, destinada a promover o resgate da memória do jornalista, pesquisador, escritor e crítico de arte Antônio Bento (neto do coronel), através de pesquisas das manifestações da arte popular, principal área de sua atuação.

Na atual fase da fazenda, a família de dona Helena  está desenvolvendo o turismo rural, com visitas agendadas à Casa-grande, onde os visitantes são recebidos com um delicioso e farto café da manhã servido no seu alpendre. As iguarias servidas conservam os sabores da culinária local. Frutas, sucos, doces e bolos complementam o cardápio matinal.

Depois, as opções são o passeio a cavalo ou a caminhada pela trilha da mata nativa, além do passeio para conhecer a produção artesanatal do engenho Mucambo, onde são produzidas as cachaças Maria Boa e Mucambo.

Para preservar a Casa-grande em memoria do coronel Bento, a família solicitou ao Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, o tombamento da sede da Fazenda.

As Gerações
1º. Geração – Casa Grande (início do século XIX): habitada pelos descendentes de Luiz Gonzaga, tendo Helena como a sua administradora atual.

2ª. Geração – Casa ao lado esquerdo do pátio da Sede da Fazenda (final do século XIX): inicialmente de propriedade de Manoel Otoni (filho mais velho do Coronel Antônio Bento e pai do crítico de arte Antônio Bento), hoje está sob os cuidados dos herdeiros de Agenor e será doada para ser a Sede do Instituto Cultural Antônio Bento.
3ª Geração – Casa ao lado direito do pátio da Sede da Fazenda (início do século XX): habitada pelos descendentes de Agenor.


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